segunda-feira, 16 de maio de 2011

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Laboratório de Informática

O Laboratório de Informática da Escola Municipal Dr. Pompeu Sarmento está sob meus cuidados desde 2005 e atende alunos do 1º ao 5º ano. Tem capacidade para 35 alunos, segue o cronograma de aulas previstas no planejamento, garantindo a ida dos alunos ao laboratório uma vez por semana. Os alunos aprendem a utilizar os recursos tecnológicos disponíveis ao mesmo tempo em que estudam e reforçam os conteúdos trabalhados em sala de aula. O professor inclui em seu planejamento o tipo de atividade que deseja trabalhar usando o computador (pesquisas, jogos, produção de textos, etc) e sempre acompanha a turma para poder fazer possíveis intervenções. (Maria Carolina Gomes da Silva - Articuladora de Informática)




Laboratório de Informática

Tragédia em escola pública do Rio de Janeiro

O fortalecimento da equipe gestora, a criação de espaços para a reflexão e o debate aberto sobre o fato são os caminhos para se criar condições de a escola voltar à rotina
Elisa Meirelles e Paula Nadal (gestao@atleitor.com.br) Colaboraram Janaína Castro, Ricardo Ampudia e Dagmar Serpa
A Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, foi palco de cenas de terror nesta quinta-feira, 7 de abril. Wellington Menezes de Oliveira, ex-aluno da instituição, entrou armado no colégio, matou 12 crianças, foi alvejado por um policial e em seguida cometeu suicídio. O episódio ganhou destaque nos noticiários nacionais e internacionais e provocou muita comoção e grande sensação de medo e insegurança entre pais e professores.

NOVA ESCOLA ouviu especialistas das áreas da psicologia, da sociologia e da segurança pública e traz nesta reportagem alternativas para lidar com o drama do luto e orientações para que, em um momento tão difícil como esse, a escola se prepare para seguir adiante.
Como lidar com a tragédia
"O primeiro passo é fazer com que toda a comunidade entenda que esta é uma situação de exceção", explica a pesquisadora Ana Maria Aragão, do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Moral (Gepem) da Universidade de Campinas. Gestores, pais, professores, alunos e funcionários precisam enfrentar o medo. À escola cabe o papel de organizar espaços legítimos para debater o assunto. Todas as perguntas colocadas em jogo têm de ser devidamente respondidas. Não se pode negar a situação ou estereotipar os fatos. É importante que todos entendam o que esse drama significa. "As crianças precisam falar como se sentem, expressar-se, seja por cartas, desenhos ou conversas", observa Ana. "É discutindo o trauma abertamente que se criam condições para que todos acreditem que isso não vai acontecer todo dia", complementa a pesquisadora.

Para reestruturar emocionalmente a comunidade escolar após o drama, uma alternativa é pensar em ações coletivas, que envolvam professores e equipe gestora. "O diretor da escola tem um papel fundamental e precisa agir rápido, convocar a equipe - professores e funcionários - para uma conversa aberta sobre o fato. A equipe tem de se sentir fortalecida porque, depois, é ela que vai trabalhar com os alunos", afirma Catarina Iavelberg, assessora psicoeducacional especializada em Psicologia da Educação.
Trabalhar em grupo é uma boa medida. Para ajudar os alunos, o ideal é escolher pessoas que tenham bons vínculos com as crianças para conversar com elas - um professor ou um coordenador mais próximo das turmas, por exemplo. Os pais também devem ser estimulados a estar dentro da escola. Ana Aragão lembra que "o que menos deve ser conversado nesse momento é sobre como aparelhar a escola ou impedir o acesso da comunidade ao espaço. É importante não centrar as discussões na busca por culpados nem criar explicações generalistas".
"No caso da Escola Municipal Tasso da Silveira, a equipe certamente será beneficiada se houver ajuda de psicólogos para lidar com o trauma", acrescenta Miriam Abramovay, coordenadora da área de Políticas Públicas da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO). Mostrar que o medo é real e dar tempo para que equipe escolar, alunos e comunidade lidem com o trauma são atitudes fundamentais. Nesse momento, deve-se acolher os sentimentos de todos para fazer com que a escola volte a funcionar.
Como fazer da escola um espaço seguro
Além de lidar com a comunidade escolar quando acontecem episódios como o do Rio de Janeiro, é importante o trabalho cotidiano que garanta um ambiente de segurança e de acolhimento. Para tanto, há que se colocar em xeque a ideia recorrente de que violência na escola se combate com mais policiamento e com a instalação de grades, catracas e outros dispositivos semelhantes. "No calor do momento, o trauma gerado por eventos como o do Rio leva a uma reação mais irracional e produz o efeito inverso ao necessário: a escola se fecha, se isola e investe em vigilância", explica o sociólogo Pedro Bodê, especialista em segurança pública da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Esse não é, no entanto, o melhor caminho. "Afastar a escola do mundo exterior vai contra a função dela, que é integrar", complementa.

O investimento em segurança se faz necessário em alguns casos - como o combate aos furtos e a outros delitos - mas não pode ser pautado por um evento excepcional. É preciso tomar cuidado para que um fato isolado não gere pânico nem precipite a tomada de medidas emergenciais. "Apesar do choque causado, é necessário racionalidade para evitar excessos", diz ele.

Mais do que fechar as portas e isolar os alunos, é importante trazer a comunidade para perto e tê-la como aliada. Isso se faz organizando uma espécie de "rede de proteção" que aproxime a escola de famílias, de lideranças comunitárias, de associações de bairro, de associações comerciais etc. Manter esta interação diminui a incidência de casos de violência e aumenta a capacidade de resposta a eventos imprevisíveis.
Para o sociólogo, outro equívoco é fazer comparações com episódios violentos ocorridos em escolas estrangeiras. "São todos casos excepcionais, com características e contextos particulares", afirma. Como explica Bodê, "é preciso criar condições de segurança não só na escola, mas em toda sociedade. E essa responsabilidade, ainda que o Estado tenha um papel importante, é da própria sociedade".

terça-feira, 29 de março de 2011

1ª Mostra Cultural do Programa Escola Aberta e Mais Educação Maceió-AL

Desde 2008 a Escola Municipal Dr. Pompeu Sarmento trabalha com o Programa Escola Aberta, através da iniciativa e empenho da Professora Maria José Bernardino, juntamente com a Diretora Marileide dos Santos, foi possível realizar este sonho de manter a escola aberta para ofertar a Comunidade mais conhecimento. Este mês tivemos a oportunidade de expor algumas das produções dos participantes do Programa no Centro da cidade de Maceió.




















quarta-feira, 23 de março de 2011

Água fonte de vida

Água fonte de vida
É o lema da Campanha da Fraternidade 2004
por Costanzo Donegana
s previsões internacionais dizem que, em 2025, dois terços da população mundial não terão acesso à água potável suficiente. Muitas multinacionais vêem nesta crise para a humanidade uma oportunidade econômica. Fortune Magazine, em maio de 2000, escreveu: “A água promete ser no século 21 o que o petróleo foi no século 20: o precioso recurso que determina a riqueza das nações”. Todavia, ao contrário do petróleo, a água não pode ser substituída!
BEM PÚBLICO
A água foi sempre considerada como um “bem público”, porque é direito e patrimônio de todos os seres vivos: os seres humanos, os animais e os vegetais. A água está diretamente ligada à vida. Podemos ficar semanas sem comer, mas, sem tomar líquidos, uma criança morre dentro de cinco dias e um adulto, dez.
Todos temos diante dos olhos as imagens desoladoras do sertão em período de seca: terra ferida por rachaduras profundas, árvores ressequidas, carcaças de animais abandonadas na poeira, crianças desnutridas com os olhos inexpressivos: morte é a palavra que define este cenário. Mas basta uma chuva benéfica e tudo retorna a viver: a vida escondida reaparece, como chamada por uma voz misteriosa. Mas, nem sempre é possível sarar todas as feridas impressas nos seres humanos e na natureza.
Este “bem público” não é tão “público” como deveria. Para falar só do Brasil (que possui uma riqueza hídrica invejável), 20% da sua população não tem acesso à água potável, 40% da água das torneiras não é confiável, 50% das casas não têm coleta de esgotos e 80% do esgoto coletado é lançado diretamente nos rios, sem qualquer tipo de tratamento. Isso produz conseqüências negativas na saúde que, sobretudo no caso das crianças, são mortais.
Um olhar rápido sobre o uso das águas no Brasil pode mostrar como ele é inadequado e dar uma explicação global da subtração da água a uma parte considerável da população: a irrigação consome 63% e a indústria, 5%, enquanto o consumo humano é de 18% e o animal, de 14%. Um detalhe sobre a agricultura leva a reflexões preocupantes: para produzir uma tonelada de grãos, são necessárias mil toneladas de água!
A essas utilizações da água, acrescente-se navegação, pesca e lazer, mas, sobretudo, a geração de eletricidade, que, no Brasil, provém em 97% das usinas hidrelétricas, que necessitam dos lagos artificiais. Em conseqüência, são as usinas que regulam a vazão de muitos rios.
CRISE DA ÁGUA
Estes acenos legitimam a expressão, hoje comum, de “crise da água”. “Não é apenas uma carência quantitativa, mas também qualitativa. A destruição dos mananciais, devido, principalmente, à devastação das matas ciliares, a contaminação dos mananciais por agroquímicos, resíduos industriais, metais pesados dos garimpos, esgotos urbanos e hospitalares, além do aumento do consumo na agricultura (irrigação), pecuária, indústria e consumo humano, projetam uma imagem de ‘escasseamento progressivo’ das águas” (Texto-base da CF, n.37).
Diante dessa crise, têm sido avançadas muitas propostas de solução, que podem ser resumidas em duas, opostas entre si: a água como negócio ou a água como vida. A primeira vê na água uma mercadoria como muitas outras, um valor econômico que pode ser comprado e vendido. Sendo que agora está surgindo o problema da escassez da água, pode-se aproveitar para geri-la conforme as leis do mercado, transformando-a em objeto de lucro.
Isso está acontecendo em todos os níveis, do proprietário de um terreno onde há uma nascente, que cobra o uso da água dos vizinhos, à multinacional que privatiza a água de um lugar para lançá-la no mercado. Como a Nestlé, proprietária de 68 companhias de água engarrafada, que tira água do lago Michigan, nos Estados Unidos, com um lucro de cerca de 1,8 milhões de dólares por dia. 65% dessa água deixa a região, para ser vendida em outros lugares.
A outra proposta quer preservar a água em favor da vida, racionalizando seu uso, sem permitir que seja objeto de compra e venda. A água é considerada no seu valor biológico, como fonte de vida; no seu valor social, como bem para todos, que exige um controle social; no seu valor simbólico e espiritual, como elemento cultural e religioso; na sua dimensão ecológica, no contexto da biodiversidade e da preservação do ambiente. O controle sobre a água não deve ser feito pelos mecanismos do mercado, mas por organismos públicos e democráticos.
Já se fala em guerra da água, como recentemente se falou em guerra do petróleo. Para que isso não aconteça, “(...) faz-se importante uma revolução na maneira de considerar a água (...). Devemos ver a água como bem destinado à vida de todos, e mesmo de todo ser vivo, e por isso um Direito Natural inalienável, sobre o qual cabe a gestão democrática e participativa” (Id. n.146). Para isso, devemos despertar a consciência de nossa co-responsabilidade no que se refere à água.
Todos: pessoas, comunidades, escolas, meios de comunicação, instituições políticas, jurídicas, sociais, culturais e religiosas devem ser conscientizados sobre esse assunto.
ÁGUA PARA TODOS
O Texto-Base da CF, na última parte, propõe uma longa série de ações para realizar concretamente os objetivos específicos (cf Box). A seguir, lembro algumas. Conversão pessoal, que atinge os hábitos cotidianos, como abrir uma torneira, escovar os dentes, tomar banho, lavar a louça, lavar o carro, evitar de poluir a água, etc. Mas, também, conversão coletiva, que “exige participação na luta pela água, na solidariedade com os sem- água, na preservação dos mananciais, na recuperação dos mananciais degradados, na construção de parcerias, na invenção de novas técnicas...” (Id. n.150).
Manifestar solidariedade com as populações das periferias, muitas vezes privadas ou limitadas no uso da água e obrigadas a ocupar áreas de risco. É importante apoiá-las em suas organizações e lutas pelo acesso à água de qualidade e moradias em segurança. Unir Fome Zero com Sede Zero (construir um milhão de cisternas em cinco anos no semi-árido). Cada paróquia arrecade pelo menos o valor de uma cisterna (mil reais) para solidarizar-se com uma família do semi-árido. A água é um bem fundamental e hoje coloca as pessoas e a sociedade diante de uma escolha radical: ou o lucro ou a vida.
Esta matéria foi tirada do Texto-Base da CF 2004
Objetivos específicos da Campanha da fraternidade 2004
  • Conhecer a realidade hídrica do Brasil a partir da realidade local.
  • Desenvolver uma mística ecológica, que resgate o valor da água nos seus fundamentos mais profundos.
  • Apoiar e valorizar as iniciativas já existentes no tocante ao cuidado com a água, preservação das águas, captação de água de chuva e recuperação de mananciais degradados.
  • Provocar e alimentar a solidariedade entre quem tem água e quem não tem.
  • Defender a participação popular na elaboração de uma política hídrica, para que a água seja, de fato, de domínio público, e seja gerenciada pelo poder público com participação da sociedade civil e da comunidade local.