sábado, 20 de agosto de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Laboratório de Informática
O Laboratório de Informática da Escola Municipal Dr. Pompeu Sarmento está sob meus cuidados desde 2005 e atende alunos do 1º ao 5º ano. Tem capacidade para 35 alunos, segue o cronograma de aulas previstas no planejamento, garantindo a ida dos alunos ao laboratório uma vez por semana. Os alunos aprendem a utilizar os recursos tecnológicos disponíveis ao mesmo tempo em que estudam e reforçam os conteúdos trabalhados em sala de aula. O professor inclui em seu planejamento o tipo de atividade que deseja trabalhar usando o computador (pesquisas, jogos, produção de textos, etc) e sempre acompanha a turma para poder fazer possíveis intervenções. (Maria Carolina Gomes da Silva - Articuladora de Informática)
Tragédia em escola pública do Rio de Janeiro
O fortalecimento da equipe gestora, a criação de espaços para a reflexão e o debate aberto sobre o fato são os caminhos para se criar condições de a escola voltar à rotina
Elisa Meirelles e Paula Nadal (gestao@atleitor.com.br) Colaboraram Janaína Castro, Ricardo Ampudia e Dagmar Serpa
A Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, foi palco de cenas de terror nesta quinta-feira, 7 de abril. Wellington Menezes de Oliveira, ex-aluno da instituição, entrou armado no colégio, matou 12 crianças, foi alvejado por um policial e em seguida cometeu suicídio. O episódio ganhou destaque nos noticiários nacionais e internacionais e provocou muita comoção e grande sensação de medo e insegurança entre pais e professores.
NOVA ESCOLA ouviu especialistas das áreas da psicologia, da sociologia e da segurança pública e traz nesta reportagem alternativas para lidar com o drama do luto e orientações para que, em um momento tão difícil como esse, a escola se prepare para seguir adiante.
NOVA ESCOLA ouviu especialistas das áreas da psicologia, da sociologia e da segurança pública e traz nesta reportagem alternativas para lidar com o drama do luto e orientações para que, em um momento tão difícil como esse, a escola se prepare para seguir adiante.
Como lidar com a tragédia
"O primeiro passo é fazer com que toda a comunidade entenda que esta é uma situação de exceção", explica a pesquisadora Ana Maria Aragão, do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Moral (Gepem) da Universidade de Campinas. Gestores, pais, professores, alunos e funcionários precisam enfrentar o medo. À escola cabe o papel de organizar espaços legítimos para debater o assunto. Todas as perguntas colocadas em jogo têm de ser devidamente respondidas. Não se pode negar a situação ou estereotipar os fatos. É importante que todos entendam o que esse drama significa. "As crianças precisam falar como se sentem, expressar-se, seja por cartas, desenhos ou conversas", observa Ana. "É discutindo o trauma abertamente que se criam condições para que todos acreditem que isso não vai acontecer todo dia", complementa a pesquisadora.
Para reestruturar emocionalmente a comunidade escolar após o drama, uma alternativa é pensar em ações coletivas, que envolvam professores e equipe gestora. "O diretor da escola tem um papel fundamental e precisa agir rápido, convocar a equipe - professores e funcionários - para uma conversa aberta sobre o fato. A equipe tem de se sentir fortalecida porque, depois, é ela que vai trabalhar com os alunos", afirma Catarina Iavelberg, assessora psicoeducacional especializada em Psicologia da Educação.
"O primeiro passo é fazer com que toda a comunidade entenda que esta é uma situação de exceção", explica a pesquisadora Ana Maria Aragão, do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Moral (Gepem) da Universidade de Campinas. Gestores, pais, professores, alunos e funcionários precisam enfrentar o medo. À escola cabe o papel de organizar espaços legítimos para debater o assunto. Todas as perguntas colocadas em jogo têm de ser devidamente respondidas. Não se pode negar a situação ou estereotipar os fatos. É importante que todos entendam o que esse drama significa. "As crianças precisam falar como se sentem, expressar-se, seja por cartas, desenhos ou conversas", observa Ana. "É discutindo o trauma abertamente que se criam condições para que todos acreditem que isso não vai acontecer todo dia", complementa a pesquisadora.
Para reestruturar emocionalmente a comunidade escolar após o drama, uma alternativa é pensar em ações coletivas, que envolvam professores e equipe gestora. "O diretor da escola tem um papel fundamental e precisa agir rápido, convocar a equipe - professores e funcionários - para uma conversa aberta sobre o fato. A equipe tem de se sentir fortalecida porque, depois, é ela que vai trabalhar com os alunos", afirma Catarina Iavelberg, assessora psicoeducacional especializada em Psicologia da Educação.
Trabalhar em grupo é uma boa medida. Para ajudar os alunos, o ideal é escolher pessoas que tenham bons vínculos com as crianças para conversar com elas - um professor ou um coordenador mais próximo das turmas, por exemplo. Os pais também devem ser estimulados a estar dentro da escola. Ana Aragão lembra que "o que menos deve ser conversado nesse momento é sobre como aparelhar a escola ou impedir o acesso da comunidade ao espaço. É importante não centrar as discussões na busca por culpados nem criar explicações generalistas".
"No caso da Escola Municipal Tasso da Silveira, a equipe certamente será beneficiada se houver ajuda de psicólogos para lidar com o trauma", acrescenta Miriam Abramovay, coordenadora da área de Políticas Públicas da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO). Mostrar que o medo é real e dar tempo para que equipe escolar, alunos e comunidade lidem com o trauma são atitudes fundamentais. Nesse momento, deve-se acolher os sentimentos de todos para fazer com que a escola volte a funcionar.
Como fazer da escola um espaço seguro
Além de lidar com a comunidade escolar quando acontecem episódios como o do Rio de Janeiro, é importante o trabalho cotidiano que garanta um ambiente de segurança e de acolhimento. Para tanto, há que se colocar em xeque a ideia recorrente de que violência na escola se combate com mais policiamento e com a instalação de grades, catracas e outros dispositivos semelhantes. "No calor do momento, o trauma gerado por eventos como o do Rio leva a uma reação mais irracional e produz o efeito inverso ao necessário: a escola se fecha, se isola e investe em vigilância", explica o sociólogo Pedro Bodê, especialista em segurança pública da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Esse não é, no entanto, o melhor caminho. "Afastar a escola do mundo exterior vai contra a função dela, que é integrar", complementa.
O investimento em segurança se faz necessário em alguns casos - como o combate aos furtos e a outros delitos - mas não pode ser pautado por um evento excepcional. É preciso tomar cuidado para que um fato isolado não gere pânico nem precipite a tomada de medidas emergenciais. "Apesar do choque causado, é necessário racionalidade para evitar excessos", diz ele.
Mais do que fechar as portas e isolar os alunos, é importante trazer a comunidade para perto e tê-la como aliada. Isso se faz organizando uma espécie de "rede de proteção" que aproxime a escola de famílias, de lideranças comunitárias, de associações de bairro, de associações comerciais etc. Manter esta interação diminui a incidência de casos de violência e aumenta a capacidade de resposta a eventos imprevisíveis.
Como fazer da escola um espaço seguro
Além de lidar com a comunidade escolar quando acontecem episódios como o do Rio de Janeiro, é importante o trabalho cotidiano que garanta um ambiente de segurança e de acolhimento. Para tanto, há que se colocar em xeque a ideia recorrente de que violência na escola se combate com mais policiamento e com a instalação de grades, catracas e outros dispositivos semelhantes. "No calor do momento, o trauma gerado por eventos como o do Rio leva a uma reação mais irracional e produz o efeito inverso ao necessário: a escola se fecha, se isola e investe em vigilância", explica o sociólogo Pedro Bodê, especialista em segurança pública da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Esse não é, no entanto, o melhor caminho. "Afastar a escola do mundo exterior vai contra a função dela, que é integrar", complementa.
O investimento em segurança se faz necessário em alguns casos - como o combate aos furtos e a outros delitos - mas não pode ser pautado por um evento excepcional. É preciso tomar cuidado para que um fato isolado não gere pânico nem precipite a tomada de medidas emergenciais. "Apesar do choque causado, é necessário racionalidade para evitar excessos", diz ele.
Mais do que fechar as portas e isolar os alunos, é importante trazer a comunidade para perto e tê-la como aliada. Isso se faz organizando uma espécie de "rede de proteção" que aproxime a escola de famílias, de lideranças comunitárias, de associações de bairro, de associações comerciais etc. Manter esta interação diminui a incidência de casos de violência e aumenta a capacidade de resposta a eventos imprevisíveis.
Para o sociólogo, outro equívoco é fazer comparações com episódios violentos ocorridos em escolas estrangeiras. "São todos casos excepcionais, com características e contextos particulares", afirma. Como explica Bodê, "é preciso criar condições de segurança não só na escola, mas em toda sociedade. E essa responsabilidade, ainda que o Estado tenha um papel importante, é da própria sociedade".
terça-feira, 29 de março de 2011
1ª Mostra Cultural do Programa Escola Aberta e Mais Educação Maceió-AL
Desde 2008 a Escola Municipal Dr. Pompeu Sarmento trabalha com o Programa Escola Aberta, através da iniciativa e empenho da Professora Maria José Bernardino, juntamente com a Diretora Marileide dos Santos, foi possível realizar este sonho de manter a escola aberta para ofertar a Comunidade mais conhecimento. Este mês tivemos a oportunidade de expor algumas das produções dos participantes do Programa no Centro da cidade de Maceió.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Água fonte de vida
Água fonte de vida
É o lema da Campanha da Fraternidade 2004
É o lema da Campanha da Fraternidade 2004
por Costanzo Donegana
BEM PÚBLICO
A água foi sempre considerada como um “bem público”, porque é direito e patrimônio de todos os seres vivos: os seres humanos, os animais e os vegetais. A água está diretamente ligada à vida. Podemos ficar semanas sem comer, mas, sem tomar líquidos, uma criança morre dentro de cinco dias e um adulto, dez.
Todos temos diante dos olhos as imagens desoladoras do sertão em período de seca: terra ferida por rachaduras profundas, árvores ressequidas, carcaças de animais abandonadas na poeira, crianças desnutridas com os olhos inexpressivos: morte é a palavra que define este cenário. Mas basta uma chuva benéfica e tudo retorna a viver: a vida escondida reaparece, como chamada por uma voz misteriosa. Mas, nem sempre é possível sarar todas as feridas impressas nos seres humanos e na natureza.
Este “bem público” não é tão “público” como deveria. Para falar só do Brasil (que possui uma riqueza hídrica invejável), 20% da sua população não tem acesso à água potável, 40% da água das torneiras não é confiável, 50% das casas não têm coleta de esgotos e 80% do esgoto coletado é lançado diretamente nos rios, sem qualquer tipo de tratamento. Isso produz conseqüências negativas na saúde que, sobretudo no caso das crianças, são mortais.
Um olhar rápido sobre o uso das águas no Brasil pode mostrar como ele é inadequado e dar uma explicação global da subtração da água a uma parte considerável da população: a irrigação consome 63% e a indústria, 5%, enquanto o consumo humano é de 18% e o animal, de 14%. Um detalhe sobre a agricultura leva a reflexões preocupantes: para produzir uma tonelada de grãos, são necessárias mil toneladas de água!
A essas utilizações da água, acrescente-se navegação, pesca e lazer, mas, sobretudo, a geração de eletricidade, que, no Brasil, provém em 97% das usinas hidrelétricas, que necessitam dos lagos artificiais. Em conseqüência, são as usinas que regulam a vazão de muitos rios.
CRISE DA ÁGUA
Estes acenos legitimam a expressão, hoje comum, de “crise da água”. “Não é apenas uma carência quantitativa, mas também qualitativa. A destruição dos mananciais, devido, principalmente, à devastação das matas ciliares, a contaminação dos mananciais por agroquímicos, resíduos industriais, metais pesados dos garimpos, esgotos urbanos e hospitalares, além do aumento do consumo na agricultura (irrigação), pecuária, indústria e consumo humano, projetam uma imagem de ‘escasseamento progressivo’ das águas” (Texto-base da CF, n.37).
Diante dessa crise, têm sido avançadas muitas propostas de solução, que podem ser resumidas em duas, opostas entre si: a água como negócio ou a água como vida. A primeira vê na água uma mercadoria como muitas outras, um valor econômico que pode ser comprado e vendido. Sendo que agora está surgindo o problema da escassez da água, pode-se aproveitar para geri-la conforme as leis do mercado, transformando-a em objeto de lucro.
Isso está acontecendo em todos os níveis, do proprietário de um terreno onde há uma nascente, que cobra o uso da água dos vizinhos, à multinacional que privatiza a água de um lugar para lançá-la no mercado. Como a Nestlé, proprietária de 68 companhias de água engarrafada, que tira água do lago Michigan, nos Estados Unidos, com um lucro de cerca de 1,8 milhões de dólares por dia. 65% dessa água deixa a região, para ser vendida em outros lugares.
A outra proposta quer preservar a água em favor da vida, racionalizando seu uso, sem permitir que seja objeto de compra e venda. A água é considerada no seu valor biológico, como fonte de vida; no seu valor social, como bem para todos, que exige um controle social; no seu valor simbólico e espiritual, como elemento cultural e religioso; na sua dimensão ecológica, no contexto da biodiversidade e da preservação do ambiente. O controle sobre a água não deve ser feito pelos mecanismos do mercado, mas por organismos públicos e democráticos.
Já se fala em guerra da água, como recentemente se falou em guerra do petróleo. Para que isso não aconteça, “(...) faz-se importante uma revolução na maneira de considerar a água (...). Devemos ver a água como bem destinado à vida de todos, e mesmo de todo ser vivo, e por isso um Direito Natural inalienável, sobre o qual cabe a gestão democrática e participativa” (Id. n.146). Para isso, devemos despertar a consciência de nossa co-responsabilidade no que se refere à água.
Todos: pessoas, comunidades, escolas, meios de comunicação, instituições políticas, jurídicas, sociais, culturais e religiosas devem ser conscientizados sobre esse assunto.
ÁGUA PARA TODOS
Manifestar solidariedade com as populações das periferias, muitas vezes privadas ou limitadas no uso da água e obrigadas a ocupar áreas de risco. É importante apoiá-las em suas organizações e lutas pelo acesso à água de qualidade e moradias em segurança. Unir Fome Zero com Sede Zero (construir um milhão de cisternas em cinco anos no semi-árido). Cada paróquia arrecade pelo menos o valor de uma cisterna (mil reais) para solidarizar-se com uma família do semi-árido. A água é um bem fundamental e hoje coloca as pessoas e a sociedade diante de uma escolha radical: ou o lucro ou a vida.
Esta matéria foi tirada do Texto-Base da CF 2004
Objetivos específicos da Campanha da fraternidade 2004
- Conhecer a realidade hídrica do Brasil a partir da realidade local.
- Desenvolver uma mística ecológica, que resgate o valor da água nos seus fundamentos mais profundos.
- Apoiar e valorizar as iniciativas já existentes no tocante ao cuidado com a água, preservação das águas, captação de água de chuva e recuperação de mananciais degradados.
- Provocar e alimentar a solidariedade entre quem tem água e quem não tem.
- Defender a participação popular na elaboração de uma política hídrica, para que a água seja, de fato, de domínio público, e seja gerenciada pelo poder público com participação da sociedade civil e da comunidade local.
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